sábado, janeiro 15, 2005

Tic…tac…tic…tac…

Os ponteiros do relógio marcam o compasso indesejado…
Falta pouco para sentir a nova ânsia do vazio!
Tic, tac, tic, tac…a vontade reclama com a rotação da terra…
Pára! Recua! Ou simplesmente faz o tempo avançar depressa…
A garganta suporta o grito que teima em não sair e os olhos expulsam as gotas que lhes turvam as paisagens!
Tudo está fora de órbita…só o relógio continua no sentido certo…
Os seus tic’s indicam que mais uma vez vou ver-te partir,
Os seus tac’s dizem-me que na saudade irei te esperar…
Não consigo fazê-lo parar!
Diz-me qualquer coisa para sorrir…
Pois a alma não pára de sangrar!
A distância é aquele caminho interminável e inexistente
Que todos queremos contornar,
No confronto frente a frente, ela acaba sempre por nos derrotar!
O relógio nunca parará enquanto não voltares para mim!
Juntarei todos os tic’s e todos os tac’s e seguirei exaustivamente as voltas que dará até sentir de novo o teu calor na minha pele!
Contigo levarás sempre uma parte de mim…
Que só voltará a sorrir plenamente quando a devolveres…
E para isso…
Não te esqueças de acertar o relógio…
…O meu continuará a marcar o compasso!

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